Esse estigma, esse ranço, esse receio. essa cólera de ironia travestida. essa patrulha, essa partilha, esse guia, essa vontade dos caminhos da poesia. esse achismo, esse ismo, esse outro ismo, esse atavismo em vã guardismo: esse fascismo. esse apartheid, esse dedo indicador, essa receita, essa doença, esse doutor. essa palavra, essa não, essa palavra. esse escaninho, esse jeitinho bonitinho. essa postura, esse salto, essa impostura, essa rede de sim-sim, essa costura. essa estratégia, essa falácia, esse tribuno, esse quartel, essa polícia, esse coturno. essa salada, essa sopa, essa lavagem, essa ordem de beber goela abaixo. esse arauto apocalítico e demiurgo, esse moicano derradeiro desse burgo. esse poema de outdoor e passarela. essa tramela, esse embuste, essa panela.
Antoniel Campos
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on Sexta-feira, Novembro 07, 2008
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"Que ideia tenho eu das coisas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma. E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos. E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas)." Fernando Pessoa
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